LIVROS | Análise do livro Princesa Arabela, mimada que só ela, 2008, de Mylo Freeman


  • Autor: Mylo Freeman. 
  • Arte: Mylo Freeman. 
  • Editora: Atica editora. 
  • Ano: 2008. 
  • Páginas: 25. 
  • Faixa etária: de 0 até 5 anos. 
  • Sinopse e comentários: 

    A princesa Arabela, filha de um rei e uma rainha, estava prestes a fazer aniversário, seus pais, sem saber o que lhe dariam de presente, pois Arabela tinha de tudo lhe perguntaram o que queria, dando-lhe várias opções, patins, ursos, jogos de chá, entre outros, porém a princesinha tinha a mesma resposta, “já tenho”, para cada proposta feita. Porém, a menina depois de pensar pediu aos pais um elefante, não se importando com a dificuldade que seria de arrumar um. Quando os servos trouxeram o elefante Ararabela ficou muito contente, porém a elefante chorou muito até a princesinha leva-la de volta. Chegando perto de onde a elefante morava sua filhinha veio toda contente falando: “Mamãe! Você chegou bem na hora, e trouxe meu presente com você!” (p. 21). Ou seja, a elefantinha tinha pedido para sua mãe uma princesinha. Arabela, nada contente com a situação cruzou os braços, demonstrando que não estava contente com a situação a qual ela tinha ficado no lugar do elefante. 

    A história mesmo que sendo para crianças bem pequenas está dentro de um viés moralista, rei, rainha e princesa negros, ficando evidente a representatividade dentro da história, porém a mensagem central é o fato dos pais mimarem muito sua filha, a questão do consumismo, onde Arabela já possuía de tudo, podemos até fazer uma referência aos dias atuais, onde pais presenteiam seus filhos como forma de ocupar o espaço que eles deveriam estar ocupando na vida de seus filhos.

Figura 1. Princesa Arabela, mimada que só ela (p. 6)
    A ilustração, a qual foi feita pelo autor da obra, é complemento da escrita, onde, na maior parte as imagens aparecem dando movimento a história. A rainha e a princesa Arabela estão bem vestidas e arrumadas, com vestidos florais, a mãe de Arabela está com um vestido tradicional africano, a menina mesmo que seu vestido tenha o corte de um vestido convencional é de cor e estampas coloridos, já o rei, estranhamente está visivelmente de pijamas por baixo de sua capa, junto com pantufas nos pés, será se o rei era preguiçoso? Podemos deduzir que ao ilustrar o rei Mylo Freeman buscou passar aquilo que a princesinha pensará do seu pai, ou seja, ele estava tranquilo, a vontade, estando a suas ordens, sempre a mimando.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

LIVROS | Análise do livro O cabelo de Lelê, 2007, de Valéria Belém

LIVROS | Análise do livro O amigo do rei, 1993, de Ruth Rocha

LIVROS | Análise do livro Menias negras, 2011, de Madu Costa