LIVROS | Análise do livro O menino marrom, 1986, de Ziraldo


  • Autor: Ziraldo.
  • Arte: Ziraldo.
  • Editora: Melhoramentos. 
  • Ano: 1986.
  • Páginas: 32.
  • Faixa etária: a partir de 10 anos (leitor fluente).
  • Sinopse e comentários:
    A história trata-se da relação de dois amigos inseparáveis, o menino marrom e o menino cor-de-rosa. Ziraldo ao longo do desenrolar da história vai conversando com o leitor, sendo ele o que está contando a história, em momentos interrompe o que está dizendo para dar outras explicações de determinados assuntos, com outras histórias. Ziraldo expõe um tesouro o qual é muito admirável nas crianças, que é inocência de dois garotos que estão na faze das perguntas incessantes, “Puxa vida! Se um era marrom e outro era – digamos – cor-de-rosa, por que é que todo mundo dizia que um era preto e o outro era branco?” (p. 20). As dúvidas em relação a cor da pele que os dois tiveram começou depois que em uma aula o menino marrom misturou todas as cores de tintas e vendo o resultado, era marrom, “O menino marrom olhou para aquela cor que ele tinha inventado e falou: “Olha aí, é a minha cor!”” (p. 15), no outro dia na aula de laboratório, a professora mostrou o Disco de Newton, onde eles viram que ao girá-lo o disco se tornou branco, depois de algumas reflexões ele concluíram que o mundo não é dividido em pessoas brancas ou pretas, mas em muitas tonalidades.
Figura 1. O menino marrom (p. 19)

    Ao longo de toda a história Ziraldo vai mexendo com a imaginação e a emoção do leitor, em uma escrita muito prazerosa, com o intuito didático e moralista mostrar que o preconceito não nasce conosco, mas a sociedade emprega, mostra a curiosidade e a capacidade das crianças de criarem coisas, destaca por fim momentos de partida, despedida, o crescimento, o momento em que se deixa de ser uma criança e passa a ser um adolescente e por fim adulto. 

    Com poucas ilustrações, porém complementam perfeitamente a obra, em momentos Ziraldo utiliza delas para descrever algo que em palavras se vê impossibilitado, a obra exige que o leitor tenha um domínio mais avançado na leitura e interpretação, podemos definir como ideia central no texto como a imagem da criança em relação ao “diferente”, o desenvolvimento e crescimento intelectual e físico na passagem da infância para a vida adulta.

Comentários

Postar um comentário

Postagens mais visitadas deste blog

LIVROS | Análise do livro O cabelo de Lelê, 2007, de Valéria Belém

LIVROS | Análise do livro O amigo do rei, 1993, de Ruth Rocha

LIVROS | Análise do livro Menias negras, 2011, de Madu Costa