LIVROS | Análise do livro Menina bonita do laço de fita, 2011, de Ana Maria Machado


  • Autor: Ana Maria Machado.
  • Arte: Claudius. 
  • Editora: Atica editora. 
  • Ano: 2011. 
  • Páginas: 22. 
  • Faixa etária: de 6 até 8 anos.
  • Sinopse e comentários: 
    A história está ao redor na menina, a qual o coelho sempre a chama de “menina bonita do laço de fita”, o qual é apaixonado por sua beleza, muito curioso pergunta a menina muitas vezes a menina qual era o seu segredo para ser tão pretinha, a menina sem saber a resposta e de boba tinha nada logo inventava uma resposta, as quais falou que tomou muito café quando pequena, comeu muita jabuticaba e que tinha caído quando pequenina em tinta preta, sem sucesso em todas as tentativas o coelho nunca desistiu, até a mãe da peque intervir e reponde-lo, onde o coelho entendeu que é genético, vem de gerações e gerações. O coelho então casou com uma coelha bem pretinha e tiveram uma ninhada, a coelhinha mais pretinha foi a afilhada da menina do laço de fita. 

    A história trabalha com a cor da pele, sendo direcionado a crianças que estão em uma fase de muitas perguntas, onde querem saber de tudo e principalmente de onde vieram e porque são como são. Analisando profundamente, observamos um coelho branco perguntado a menina (sem nome) negra o porquê da cor de sua pele, fazendo menção aos preconceitos vividos pelos negros, quando a menina responde: “cai na tinta preta” (p. 8), ou seja, ela é negra porque se sujou. Quando se trata da mãe (sem nome) é chamada de mulata, ou seja, fruto de uma relação de uma pessoa negra com uma pessoa branca, a autora ainda diz que foi “Artes de uma vó preta que ela tinha” (p. 14), tratando esta relação de forma pejorativa, mas acredito que de forma equivocada.
Figura 1. A menina bonita do laço de fita (p. 15)
    A ilustração de aquarela é linda, cores vibrantes, faz o leitor se encantar com a beleza da menina e rir com as tentativas, frustradas, do coelho nas respostas da menina. Estando dentro de uma linguagem didática e moralista mostra a criança como um ser que não possui resposta para todas as perguntas, porém de usa de forma criativa, imaginando possíveis conclusões para determinadas indagações ocasionais.

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