LIVROS | Análise do livro Aya De Yopougon, 2005, de Marguerite Abouet
- Autor: Marguerite Abouet.
- Arte: Clément Oubrerie.
- Editora: Melhoramentos.
- Ano: 2005.
- Páginas: 112.
- Faixa etária: dos 14 até os 17 anos.
- Sinopse e comentários:
“Esqueça tudo o que você já ouviu sobre a África, pois este é um livro que vai mostrar uma outra visão das pessoas que vivem por lá” (p. 01). Em Yop City, é assim que o pessoal chama o bairro de Yopougon, a história é narrada envolta das confusões de três amigas, Aya, Bintou e Adjoua, que vivem os mesmos dilemas de tantas outras jovens de sua geração: garotos, festas e dúvidas sobre o futuro.
Analisada com uma crônica, com discurso didático, quebrando um tabu, onde mostra que não existe apenas guerra civil, aids ou fome, mostrando o cotidiano na costa-marfinense no fim dos anos 70, onde, segundo a autora Marguerite Abouet a história foi escrita em cima de suas vivencias, sensibilidade e humor descreve a forma a qua esta obra foi escrita, tendo os desenhos uma genuína representação, levando o leitor a sentir-se inserido nas cenas. A beleza de Aya está na sonoridade, nas cores africanas e nos sabores que saltam das páginas, como o aroma da sopa de amendoim. Uma África desprovida de clichês, um retrato social sensível, uma história de amor e amizade, dentro de três volumes, os únicos até o momento que foram traduzidos para o português brasileiro. Nas últimas páginas tem o “Bônus marfinense” (p. 105), encontrando-se um “pequeno léxico para compreender melhor a história” (p. 16), um manual de como usar o pano como roupa, assim como na cultura africana e a receita da sopa de amendoim, a qual é famosa na história.
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Figura 1.
AYA DE YOPOUGON (p. 107)
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